Al Mutamid, Rei-Poeta do Al Andalus

Al Mutamid, Rei-Poeta do Al Andalus

Portugal, Espanha e Marrocos numa criação musical original. Janita Salomé, Eduardo Paniagua, El Arabí Serghini, Quiné Teles, Cesar Carazo e Jamal Ben Allal.

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  • 31/03/2014

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Portugal, Espanha e Marrocos numa criação musical original. Janita Salomé, Eduardo Paniagua, El Arabí Serghini, Quiné Teles, Cesar Carazo e Jamal Ben Allal.

Janita SaloméEduardo PaniaguaEl Arabí SerghiniQuiné TelesCesar Carazo eJamal Ben Allal, dirigidos pelo pianista e compositor Filipe Raposo. Estes músicos e cantores extraordinários, profundamente conhecedores das raízes da música antiga e tradicional, no actual contexto das tradições de cada país, juntam-se para celebrarem o legado musical do Al Andalus através da obra poética de Al Mutamid.

Os resultados deste projeto serão a gravação de um CD e um concerto cinematograficamente encenado, com a direcção artística de Carlos Gomes.

O objectivo deste projeto é iluminar no presente uma entidade territorial e cultural - o Al Andalus - através da vida e da obra poética de uma das suas figuras mais fascinantes: o Rei Poeta Al Mutamid Ibn Abbad, Rei da Taifa de Sevilha entre 1069 e 1090. 

O que é especial na sua condição de poeta, é ter sido também Rei, escrevendo com uma grande liberdade sobre ele próprio e sobre a época em que viveu, expondo as suas contradições com profundo humanismo e ao longo de toda a sua vida: entre uma juventude plena de prazeres e deveres de jovem príncipe; entre a plena consciência do poder que tinha e uma sensibilidade delicada que expunha com grande nobreza; entre o poeta que amava a vida e o rei que tinha de fazer a guerra, semeando a morte; entre o amor à terra que o viu nascer e o sofrimento final no desterro, em Aghmat, desapossado, longe de tudo e finalmente aceitando o seu destino.

O que é especial na sua condição de Rei é que, premonitoriamente, a sua vida atravessou toda a região que viria a ser influenciada pela cultura do território que administrou - o Al Andalus - antes mesmo desse processo de sedimentação estar concluído. Nasceu em Beja em 1040, foi Príncipe em Silves, antes de ser coroado Rei em Sevilha, e acabou por falecer em 1095, em Aghmat, a 30 km a Sul de Marraquexe, para onde foi desterrado pela dinastia Almorávida, que o destituiu do poder, sucedendo-lhe no controlo de grande parte da Península Ibérica.

Numa viagem ao longo da rota de vida do Rei-Poeta, de Beja a Aghmat, captaremos imagens e sons do contexto cultural e territorial de cada um dos países e dos músicos em particular, que serão projectadas como parte da cenografia do concerto, criando uma atmosfera e paisagem próprias para o acolhimento das vozes e instrumentos em palco.

Os poemas musicados e cantados na língua oficial de cada um dos três países celebram ao mesmo tempo o espírito do Rei-Poeta e os valores de um legado cultural que deve a sua capacidade de resistência à passagem do tempo, precisamente à diversidade de povos e culturas, religiões e cultos, tradições e costumes, que o foram tecendo ao longo de séculos.

Sendo hoje, Portugal, Espanha e Marrocos estados perfeitamente independentes e relativamente estáveis, por comparação a outras zonas do mundo, é interessante constatar que na base dessa estabilidade estará seguramente a coexistência tolerante, desde há muito, de vários povos e culturas, num mesmo território. Uma grandeza humana fundada não no separatismo mas na osmose civilizacional

Esta ação de crowdfunding tem por objectivo cobrir os custos da gravação do CD em Lisboa. Serão 12 canções e três temas instrumentais para revelar a um público mais vasto as palavras de um homem muito especial, cuja voz representa toda uma cultura, sussurrando ainda, dez séculos depois da sua passagem por esta vida, uma mensagem de profundo humanismo que importa divulgar.

O concerto já tem datas em Lisboa e Beja. A estreia será no dia 15 de fevereiro, no Teatro Municipal de São Luiz, um dos teatros mais carismáticos da capital Portuguesa . No dia seguinte, no dia 16 de Fevereiro, será realizado no Teatro Pax Julia, em Beja, cidade onde Al Mutamid nasceu.

Sobre o promotor

O que nos move neste projeto é o sentimento de pertença a uma cultura. Queremos contribuir para a divulgação e afirmação nos dias de hoje, como património e legado para as gerações futuras, de uma cultura da qual nos sentimos herdeiros. Uma cultura ancestral, assente em valores como diversidade, tolerância e um profundo amor à nossa terra. Uma cultura onde o espaço que medeia a relação do eu com o outro é sempre mediado por um forte sentimento de familiaridade.

Valores tecidos ao longo de séculos de convivência entre povos com diferentes credos e tradições, mas com um sentido poético da vida em comum. Uma cultura que continua presente nos dias de hoje, no dia a dia dos povos dos três países, e que parece tornar-se cada vez mais pertinente e necessário valorizar para a perspectivação de um futuro alternativo a um mundo permanentemente ameaçado pela intolerância, pela homogeneização cultural e pela guerra.

 

DIRECÇÃO MUSICAL - FILIPE RAPOSO é um pianista de formação clássica e compositor, que logo se interessou pelo jazz, música improvisada e até mesmo fado, tocando sozinho , ou em trio e big band, e trabalhando como compositor, arranjador e pianista com muitos dos principais nomes da música Portuguesa. “First Falls” é o seu primeiro álbum como líder e revela a sua ampla gama de influências, unificada pela linguagem da improvisação. Interpretado por dois trios , é uma revelação para alguns, e a confirmação para outros, de um magnífico compositor em diálogo com músicos excepcionais. O quotidiano de Filipe Raposo consiste em vários projetos de diferentes escalas, que incluem tocar piano, arranjos musicais e trabalho de composição. Colabora com vários cantautores, que tiveram um papel importante na Revolução Portuguesa em 1974 ( José Mário Branco , Fausto , Sérgio Godinho ), com vários artistas de fado seus contemporâneos (Joana Amendoeira , Carminho , Camané ), compõe e toca em vários projectos de jazz ( Yuri Daniel , toratora BigBand , Johannes Krieger ) e trabalha ainda com vários outros cantores portugueses ( Amélia Muge , Janita Salomé , Vitorino , João Afonso ). Para além disso, acompanha regularmente filmes mudos na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa. Em 2012, foi distinguido com o prémio Amália.

DIRECÇÃO ARTÌSTICA - CARLOS GOMES é arquitecto, produtor e realizador. Master of Arts em Cenografia pelo Central Saint Martin’s College of Art and Design, Londres, 2003, com uma bolsa do Ministerio da Cultura Português. Estudou Teatro e Dança e foi actor e bailarino. Assinou diversas cenografias nomeadamente para Clara Andermatt, das quais destaca: “Uma História da Dúvida”, em 1998 para a EXPO’98, “NeatNet”,em 2002, para o Ballet Gulbenkian e “Silêncio” em 2006 no CCB. A partir de 2007 passou a dedicar-se sobretudo ao vídeo e ao cinema documental. Em 2007-2009 concebeu o projecto artístico “Gente da Casa – Monitorização de Uma Obra de Arquitectura”. Este projecto teve como resultados, uma exposição, um livro e um filme. O filme estreou-se no Doclisboa 2009. Em 2011, realizou a vídeo-instalação: UMA - Ultra Maratona Atlântica, em co-autoria com Fran Lopez Reyes, realizador espanhol. A UMA foi selecionada para vários festivais internacionais de vídeo arte em Lisboa, Atenas, Madrid, Milão e Camaguey em CUBA. O projecto UMA será também um documentário a ser lançado no início de 2014. Mais recentemente, concebeu e realizou os 5 filmes sobre 5 obras do atelier de arquitectura português, ARX Portugal, que integraram a exposição “Arquivo”, produzida pelo CCB, comemorativa dos 20 anos de produção do atelier. A partir do seu conhecimento do território português, concebeu em 2013 a mostra de cinema documental, “Portugal – Diversos olhares sobre uma realidade diversa”, realizada em São Paulo, integrada no Ano de Portugal no Brasil.

PRODUÇÃO - AMG MUSIC Empresa especializada em edição discográfica, organização de concertos e representação de artistas nomeadamente: António Pinho Vargas, Dona Lu, Filipe Raposo, Janita Salomé, Sara Tavares, Tambor, Tim e Wim Mertens.

JANITA SALOMÉ nasceu no Alentejo na Vila do Redondo. Janita, como ficará afectuosamente conhecido, é o mais novo dos cinco irmãos, todos eles herdeiros de uma forte tradição musical familiar. Fundador com os restantes irmãos dos Cantadores do Redondo, que se dedicam a perpetuar a tradição do cante alentejano. Em 1980, é recrutado por Zeca Afonso para o acompanhar em palco, profissionalizando-se como músico. No mesmo ano Janita grava igualmente o seu primeiro disco - “Melro” - onde explora já a tradição musical alentejana, mas também  fados de Coimbra e composições da sua autoria e do seu irmão Vitorino. Em 1981, durante uma estadia em França, Janita descobre a música da África árabe (Marrocos, Argélia). A partir daí, a procura dos laços que unem a tradição popular alentejana com a música tradicional árabe, passará a nortear a sua música. Ao longo da sua já extensa carreira, colaboraram na gravação dos seus álbuns músicos como Pedro Caldeira Cabral, João Gil, Júlio Pereira, Rui Júnior Carlos Zíngaro, José Peixoto ou José Mário Branco. Dos inúmeros prémios que recebeu pela excelência do seu trabalho, destacam-se o Prémio Blitz 94 para Melhor Voz Masculina Portuguesa e o prémio José Afonso 2000, pelo álbum que marcou o seu regresso à gravação em estúdio – “Vozes do Sul” - um trabalho que representa a verdadeira celebração do canto alentejano sob todas as suas formas.

EDUARDO PANIAGUA é arquiteto e um músico excepcional, um dos maiores especialistas da Música antiga e música do Al Andalus. Por ter feito tanto pela divulgação da música andalusa junto do público em geral , a Academia de Música espanhola  designou-o por três vezes para o prêmio Artistia de Música Clássica. No estúdio da casa de Paniagua nos arredores de Madrid, centenas de instrumentos musicais de todo o Mediterrâneo preenchem duas paredes de vitrines do chão ao teto. Paniagua é um multi instrumentista e as suas investigações sobre réplicas de instrumentos antigos, de acordo com ilustrações antigas e descrições dos mesmos, em busca de técnicas de construção, materiais e ornamentação dos instrumentos têm sido  fundamentais para a produção de concertos e gravações. Eduardo Paniagua está a gravar há vários anos, o reportório de canções (mais de quatrocentas) de Alfonso X, o Sábio, num trabalho inédito de grande relevância. Eduardo Paniagua é um músico com grande prestígio internacional e com o seu grupo "Música Antiqua " ou em colaboração com muitos outros músicos importantes toca nos mais diversos palcos de todo o mundo.

CESAR CARAZO nasceu em Badajoz, Espanha. Estudou canto na Escola Superior de Madrid. Como solista já se apresentou nos mais diversos recitais e concertos. Em 1999 criou com Luís Delgado o “Quarteto de Urueña”, dedicado à música medieval. Possuidor de uma voz delicada, com uma ampla gama de possibilidades, toca ainda vários instrumentos.

EL ARABÍ SERGHINI é um músico clássico marroquino e como cantor possuidor de uma voz ancestral. Ao longo da sua já longa carreira tem colaborado com muitos outros nomes da música Hispano - Árabe em todo o mundo, como Eduardo Paniagua, Aouatif Bouamar, Said Belcadi e Omar Metioui. Formou-se no Conservatório de Tânger e canta regularmente com a Orquestra de Tânger.

JAMAL BEN ALLAL é um músico muito respeitado e apreciado em Marrocos e recentemente foi diretor do Conservatório de Tânger. É considerado o melhor especialista da técnica tradicional de violino tocado com a perna esquerda, realizando concertos em todo o mundo.

QUINÉ TELES fez o Curso Geral do Conservatório de Música do Porto. Com o grupo de música tradicional Portuguesa, "Brigada Victor Jara", do qual fez parte entre 1990 e 2007, participou em tournées na Europa, América do Norte, Brasil, Canadá e Macau. Participou também em dezenas de trabalhos discográficos de alguns dos mais importantes músicos e intérpretes portugueses.

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