Um restaurante do Médio Oriente para a integração de refugiados

Separadores primários

Começámos por pedir 15 mil euros para o Mezze e a vossa generosidade foi tanta que rapidamente atingimos o nosso objectivo. Por isso, decidimos aumentar o valor da campanha para os 20 mil euros. Conseguiremos fazer ainda mais pela integração dos refugiados. É só pagar o jantar adiantado! A Fatima, a Mouna, a Reem, o Rafat, o Luei e a Shiraz vieram da Síria. Estão prontos para começar a cozinhar. No Mezze, vamos aproveitar as competências que tantos refugiados trazem consigo e partilhar, à mesa, a cultura árabe.
Enfrentamos a maior vaga de refugiados desde a II Guerra Mundial. Podemos ficar parados? Achamos que não. A Associação Pão a Pão desenvolveu um projecto de inclusão pioneiro em Portugal: um restaurante composto quase integralmente por refugiados, que através da comida manterão a relação com a sua cultura.
 
Porque o pão é um dos elementos que nos ligam a casa, o Mezze será um espaço onde se produzirá pão árabe e vários dos pratos que o acompanham. Vamos poder provar yalanji, fattoush, kibbeh, hummus, ou baklava, feitos por mãos carregadas de histórias e de muita esperança numa nova vida. Que começa aqui. A Fatima, a Mouna, a Reem, o Rafat, o Luei, a Shiraz... tiveram de sair da Síria. Eles, e outros refugiados, estão prontos para começar a trabalhar no Mezze e partilhar connosco a riquíssima gastronomia do Médio Oriente.
 
Haverá também workshops de gastronomia, música ou dança. Cada um irá partilhar o que tem com quem não tem. O Mezze será sobretudo um local de encontro – entre os refugiados, e entre estes e a população local, os turistas, os imigrantes…
 
Vamos aproveitar as competências que os refugiados trazem consigo e dar-lhes ferramentas para que o seu trabalho possa ser valorizado e profissionalizado. Estamos assim a gerar soluções de empregabilidade auto-sustentável e a contribuir para uma verdadeira inclusão, num modelo sem fins lucrativos que será depois replicado em vários pontos do país. Mas precisamos que vocês também queiram fazer parte.
 
Vamos abrir em Maio e já temos assegurado:
  • Espaço, no renovado Mercado de Arroios, em Lisboa;
  • Associação legalizada e com actividade aberta;
  • Formação em restauração da equipa de refugiados;
  • Apoio à aprendizagem de línguas;
  • Modelo de expansão;
Falta-nos o equipamento. Será necessário fornos, fogões, panelas, mesas, cadeiras…
 
Arroz fumado, entre várias delícias feitas por mãos com muita vida

Arroz fumado, entre várias delícias feitas por mãos com muita vida

Sobre o promotor

A Associação Pão a Pão é uma associação sem fins lucrativos, criada por três portugueses e uma estudante universitária síria – Alaa Alhariri. Unimo-nos para criar este projecto porque sentimos que não poderíamos ficar de braços cruzados face à tragédia que se está a desenrolar diante dos nossos olhos. Vimos de áreas diferentes (empreendedorismo social, gestão, jornalismo e arquitectura), mas acreditamos na mesma coisa. A integração é um assunto que nos diz respeito a todos.

Entre os parceiros da Associação Pão a Pão destacam-se a Câmara Municipal de Lisboa, Alto Comissariado para as Migrações, Plataforma de Apoio aos Refugiados, a Fundação EDP e o SPEAK- intercâmbio de línguas e de culturas. A Catarina Furtado está também connosco enquanto embaixadora da Boa Vontade da ONU.

Vencemos o Bootcamp de Empreendedorismo Social do IES, promovido pelo INSEAD, em 2016, e ficámos em segundo lugar no concurso do DNA Cascais - Ideias e Negócios 2016 na categoria Empreendedorismo Social. Fomos convidados para apresentar o nosso projecto na edição 2017 do Programa INOV Contacto gerido pela Agência para o  Investimento e Comércio Externo - AICEP; na Social Entrepreneurship Session, organizada pela embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, e no Dialogue Cafe, que decorreu na Fundação Gulbenkian.

Orçamento e prazos

Graças ao contributo de vários parceiros, podemos dizer que não nos falta tudo. Mas precisamos de 15 mil euros para equipar o restaurante do Mercado de Arroios, em Lisboa, até 60 dias depois do início da campanha. Esta verba permitirá adquirir algum do equipamento em falta e será usada unicamente para esse fim.

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